Processador i3, i5 ou i7

Vamos abordar os processadores além de apenas especificações técnicas, mostrando suas origens e aperfeiçoamentos dentro de um contexto evolutivo.

A Microarquitetura dos processadores da Intel é impressionante, comprovando que a tecnologia avança sobre qualquer barreira. Nos processadores Intel i3, i5 e i7 vamos destacar três gerações de microarquitetura que serão caracterizadas no desenvolvimento abaixo.

A primeira geração é a Nehalem produzida em 2008 com uma lisura de 45 nanômetros e com soquete de 1366 pinos. A segunda geração é a Sandy Bridge produzida em 2011 até o presente, diferenciando-se da anterior por possuir 32 nanômetros com soquete de 1155 pinos. A terceira geração é a Ivy Bridge que já foi lançada, mas está prevista para  só ser produzida ainda no mês de junho deste ano, com a vantagem de ter uma lisura de 22 nanômetros, mas com o soquete de 1155 pinos igual ao da Sandy Bridge.

A percepção sobre as distinções é clara diante das transformações que há em cada geração das três acima mencionadas; cada uma foi caracterizada e todas tiveram seu marco no processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento, pois uma dependeu da outra para que houvesse evolução no desempenho dos processadores i3, i5 e i7.

A tecnologia Hyper-Threading, já em utilização maciça desde os processadores Pentium, foi novamente utilizada nos processadores i’s, tornando possível que um único núcleo fosse capaz de executor múltiplos encadeamentos de execução, os chamados threads. Desenvolvida quando os processadores de múltiplos núcleos ainda eram inviáveis comercialmente, teve a priori um foco nos processadores para servidores de rede, sendo rapidamente incluída nos demais processadores da intel como um grande diferencial com promessa de melhora de até 24% na performance.

Em síntese, a tecnologia Hyper-threading aproveita o tempo em que o processador espera dados de um processo, utilizando essa “Ociosidade” para um novo processo, conseguindo assim ganhos reais na execução de múltiplas tarefas.

O processador Intel ® Core ™ i3 vem de uma arquitetura diferenciada que permite aumentar os níveis de inteligência, desempenho, mídia e recursos gráficos dos processadores atuais. Atualmente há duas gerações do processador Core i3 no mercado com arquiteturas completamente diferentes. Os modelos 5xx(Desktops) e 3xx(notebooks) baseados na microarquitetura Nehalem, enquanto os modelos 21xx(Desktops) e 23xx(Notebooks) são baseados na microarquitetura “Sandy Bridge”, ambos com incríveis poderes de processamento e tecnologias inovadoras.

Os processadores Core i3 têm também um controlador PCI Express 2.0 integrado; logo, nesses processadores a placa de vídeo  externa está conectada diretamente ao processador, o que em teoria pode aumentar a taxa de transferência que a placa de vídeo pode obter na prática. Esses processadores podem acessar uma placa de vídeo na velocidade x16 ou duas placas de vídeo  na velocidade x8 cada. Como nesses modelos o controlador PCI Express 2.0 fica dentro do processador, a Intel decidiu usar um barramento de menor velocidade chamado DMI (Digital Media Interface), que opera a 1 GB/s (nos processadores Core i3 de primeira geração) ou 2 GB/s (nos processadores Core i3 de segunda geração) em cada direção, para conectar o processador ao chipset. Esse barramento era usado na comunicação entre a ponte norte e a ponte sul nos chipsets anteriores da Intel. Essa largura de banda aparentemente baixa não é problema, já que um barramento externo de alta velocidade para a comunicação com o chipset não é mais necessário visto que tanto a placa de vídeo quanto a memória estão conectadas diretamente ao processador.

O core i5 foi lançado em setembro de 2009, sendo chamado de core i5 750. O core I5 750 foi o 1º core com uma frequência de 2.66 Ghz com 4 núcleos (quad-core), possuindo um cache L3 de 8MB. O L3 ou nível 3 são níveis da memória cache com 3 níveis, mas sendo que o L3 armazena mais que os níveis L1 e L2, o L2 mais rápido que o L3 e o L1 mais rápido que o L2. Em relação aos núcleos o core i5, a Intel declarou que o core I5 iria ter 3 núcleos diferentes, começando com o primeiro da serie Lynn Field.

O Lynn Field foi iniciado no core i5 750, trazendo uma principal vantagem em relação ao núcleo Bloom Field. A vantagem foi a introdução de um controlador gráfico embutida no próprio processador, agilizando a comunicação do processador com a placa de vídeo criando um elo entre a CPU e a GPU.

Na segunda série, chamada de Arrandale, que veio a substituir a serie Lynn Field, foi feito com lisura de 32 nm proporcionando maior economia de energia comparado ao Lynn Field com lisura de 45 nm. A terceira série, a Clark, possui um núcleo da série i5 destinada a Desktops com uma memória cache um pouco maior se comparado ao núcleo Arrandale. A sua vantagem, se comparado aos outros, é o Hyper-Threading que estará ativado nesses modelos.       

Core i7 é uma série de processadores da Intel voltada para “entusiastas”, ou seja, são os modelos com maior desempenho desenvolvido pela Intel. Há duas gerações deste processador no mercado, com arquiteturas completamente diferentes. Os modelos 6xx, 7xx, 8xx e 9xx são baseados na arquitetura “Nehalem” também conhecidos como “primeira geração”, que são os modelos de 64nm; já os modelos 26xx, 28xx e 29xx são baseados na microarquitetura do “Sandy Bridge” e conhecidos como “segunda geração”.

Os processadores de antigamente utilizavam um controlador de memória externo localizado no chip ponte norte (também conhecido como MCH ou Hub Controlador de Memória) do chipset. Isto significa que em processadores usando esta arquitetura o chipset (e consequentemente a placa-mãe) é o componente que determina qual a tecnologia e a quantidade de memória que você pode instalar no micro. Com a linha de processadores “Core i” o controlador de memória passou a estar embutido no processador, é este – e não mais o chipset – que define qual tecnologia e a quantidade que você pode instalar no micro. A placa-mãe, no entanto, pode ter uma limitação na quantidade de memória instalada.

Os processadores i7 possuem uma tecnologia chamada “Turbo Boost” que como o próprio nome diz é um tipo de “Turbinada (Overclock)” – quando o processador percebe que precisa de mais poder de processamento, ele aumenta o seu clock interno acima do padrão, automaticamente.

Refletir sobre o impacto do avanço tecnológico no mundo é importante, pois leva-nos sempre à evolução e isso é positivo, tratando-se de sempre progredir, e não regredir, principalmente quando falamos em arquitetura de computadores, para melhor especificar sobre, neste caso, o hardware em si.

 

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